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Entidades Sindicais intensificam ações para garantir pagamento das verbas rescisórias aos trabalhadores das Casas Bahia
Notícias 14 de Outubro, 2026
Entidades Sindicais intensificam ações para garantir pagamento das verbas rescisórias aos trabalhadores das Casas Bahia

 

Cerca de 4 mil trabalhadores(as) demitidos pelas Casas Bahia aguardam o pagamento das verbas rescisórias após o fechamento de 298 lojas da rede. Diante da situação, o Sindicato dos Comerciários de São Paulo (SECSP), que representa trabalhadores e trabalhadoras da capital segue mobilizado e participa das discussões para garantir os direitos dos ex-funcionários e funcionárias, buscando uma solução que permita o pagamento dos valores devidos no menor prazo possível.

Em nível nacional, as negociações envolvem a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT e outras representações sindicais, em articulação com a Justiça do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho (MPT). Após uma reunião de mediação realizada em Brasília, uma proposta de acordo está em discussão, as negociações continuam e entre os dias 13 e 16 de outubro está prevista nova rodada de negociação.

Para o SECSP, a prioridade é que as negociações avancem e tenham um desfecho rápido, evitando que os trabalhadores, já atingidos pela perda do emprego, enfrentem ainda mais dificuldades para receber os direitos garantidos pela legislação trabalhista.

Desde o anúncio das demissões em massa, o Sindicato atua em diferentes frentes, com medidas judiciais, participação em audiências, assembleias com os trabalhadores e mobilizações públicas. A entidade reafirma que continuará acompanhando as tratativas e cobrando uma definição que assegure o pagamento das rescisões e o respeito aos direitos da categoria.

Histórico da atuação do SECSP

13 e 14 de agosto de 2026 — Demissões em massa e fechamento de lojas

A Casas Bahia anunciou a demissão de cerca de 3 mil trabalhadores e trabalhadoras e o fechamento de quase 300 lojas, além de ingressar com pedido de recuperação judicial. A notícia surpreendeu os funcionários e as entidades sindicais, incluindo a diretoria do Sindicato dos Comerciários de São Paulo.

18 de agosto de 2026 — Justiça do Trabalho concede liminar

A juíza Katarina Roberta Mousinho de Matos, da 11ª Vara do Trabalho de Brasília, concedeu liminar em ação proposta pela CNTC para o restabelecimento provisório dos contratos. A medida buscou evitar que os direitos trabalhistas fossem submetidos ao processo de recuperação judicial, o que poderia prolongar a espera pelo recebimento dos valores devidos.

25 de agosto de 2026 — Primeira audiência de mediação no TRT-2

O Sindicato participou de audiência no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) para discutir a situação dos trabalhadores que aguardavam autorizações do convênio médico para procedimentos e cirurgias.

31 de agosto de 2026 — Assembleia com os trabalhadores demitidos

O SECSP realizou, em sua sede, na região central de São Paulo, uma assembleia com expressiva participação de trabalhadores e trabalhadoras desligados da rede. O encontro permitiu discutir a situação dos demitidos e reforçar a mobilização em defesa de seus direitos.

2 de setembro de 2026 — Nova audiência no TRT-2

Na continuidade das tratativas, o Sindicato voltou a cobrar respostas da empresa, especialmente sobre as autorizações do convênio médico para procedimentos e cirurgias. Na ocasião, segundo o histórico da entidade, a Casas Bahia não apresentou proposta.

22 de setembro de 2026 — Mobilização em frente à megaloja

O SECSP realizou um ato em frente à megaloja das Casas Bahia, na região da Berrini, em São Paulo. A mobilização cobrou o pagamento das verbas rescisórias e uma definição sobre a situação dos convênios médicos.

A luta continua!

O Sindicato dos Comerciários de São Paulo permanece nas discussões e nas ações em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras das Casas Bahia. A prioridade é garantir que as negociações cheguem a um resultado concreto, com o pagamento das verbas rescisórias no menor prazo possível.

Demitiu, tem que pagar! Direitos dos trabalhadores não são negociáveis.

Fonte: Fecomerciários
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